Dia Mundial da Alimentação

Hoje, dia 16 de outubro foi a data escolhida pela FAO (Organização das Nações Unidas de alimentação e agricultura) para comemorar o Dia Mundial da Alimentação e promover uma reflexão sobre o quadro atual da situação alimentar no mundo.

Desde sua primeira comemoração, em 1981, o Dia Mundial da Alimentação aborda temas diferentes, e cada ano é escolhido um tema relacionado com aquilo que precisa ser debatido nos atuais problemas alimentares mundiais e há sempre o desenvolvimento de ações para combate-las.


Desta maneira, para analisar esse quadro atual mundial, deve-se contextualizar que o aumento da pobreza e do número de pessoas sem acesso à alimentação foi trazido pela pandemia de Covid-19, o que tornou ainda mais desafiador o cumprimento da meta global de zerar a fome no mundo até 2030, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU).


A pandemia significou, não só a disseminação de uma doença, mas também acarretou em mazelas como a insegurança alimentar, na pobreza e no estresse dos sistemas alimentares. Em muitos casos, o efeito foi devastador. No caso do Brasil, por exemplo, essa influência foi significativa. No nosso país, como em toda a América Latina, houve o aumento do número de pessoas carentes. Na pobreza extrema, estima que, entre 720 milhões e 811 milhões de pessoas enfrentaram fome em 2020 e 2021.


Ainda neste contexto, uma pesquisa realizada pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PenSSAN), cerca de 55,2% da população não necessariamente consegue consumir três refeição ao dia, e além disso, a pesquisa indica que mais de 19 milhões de brasileiros estão em privação extrema de alimentos.


Alimentos em qualidade e quantidade


Como já foi citado, além do acesso as refeições, que é uma grande problemática, outro fator essencial a ser debatido, sendo esse também, um direito básico previsto na Legislação Federal, é a qualidade nutricional dos alimentos.

Um estudo feito pela Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade de Brasília chamado “Efeitos da pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil”, nos mostrou que 44% dos entrevistados reduziram o consumo de carnes e 41% diminuíram o consumo de frutas durante o último trimestre de 2020. Isso, em conjunto com outra pesquisa realizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), em que é apontado que houve grande aumento no consumo de ultra processados pelos brasileiros comparando os anos de 2019 e 2020.


Em vista de tudo isso que foi dito, podemos ainda pensar em como podemos amenizar ou ajular a amenizar essa situação alarmante, além do que deveria ser previsto pelo governo Federal. Podemos citar então:


  • · Aproveitamento integral dos alimentos (evite o desperdício);

  • · Consuma menos alimentos de origem animal;

  • · Compre alimentos de produtores locais;

  • · Apoie a agricultura familiar;

  • · Se conscientize em relação a situação nacional.


Referencias



https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/dia-mundial-da-alimentacao-inseguranca-alimentar-e-como-ela-avanca-no-brasil/

https://mundoeducacao.uol.com.br/datas-comemorativas/16-outubro-dia-mundial-alimentacao.htm



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